Moraes autoriza cirurgia de Bolsonaro no Natal

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a realizar cirurgia para correção de hérnias inguinais no dia 25 de dezembro. Bolsonaro será internado em 24 de dezembro, com acompanhamento exclusivo de Michelle Bolsonaro e restrições a fotos e visitas. A recuperação do procedimento deve levar de duas semanas a um mês.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu autorização para que o ex-presidente Jair Bolsonaro realize uma cirurgia corretiva de hérnias inguinais bilaterais no dia de Natal, 25 de dezembro. Bolsonaro, detido na superintendência da Polícia Federal em Brasília desde 22 de novembro, será internado na quarta-feira, 24 de dezembro, para exames preparatórios. A decisão de Moraes permite apenas a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como acompanhante durante toda a internação, com visitas adicionais sujeitas a aprovação judicial. Fotos ou vídeos estão proibidos, e Bolsonaro entrará pelo acesso de garagem do hospital, sob vigilância ininterrupta de policiais federais.

A defesa de Bolsonaro solicitou a autorização em 23 de dezembro, destacando a necessidade de internação prévia para avaliações. Segundo o especialista Diego Adão, professor de cirurgia da Unifesp, o procedimento é um dos mais comuns no mundo, com taxa de sucesso acima de 90% e risco de recidiva entre 2% e 5%. Existem duas técnicas principais: a cirurgia aberta de Lichtenstein, que envolve colocação de uma tela de polipropileno na parede abdominal, e a laparoscópica por vídeo, com recuperação mais rápida. Para pacientes idosos como Bolsonaro, que tem histórico de cirurgias, a técnica clássica é mais provável. Anestesia pode ser geral ou regional, precedida de exames como eletrocardiograma e raio-X pulmonar.

Após a operação, a internação dura de um a dois dias. Na técnica por vídeo, pacientes retornam às atividades em até duas semanas, com menor inflamação; na aberta, entre três e quatro semanas. Hérnias inguinais ocorrem pelo enfraquecimento tecidual com o envelhecimento, permitindo que o intestino desloque para a região inguinal. Moraes também negou pedido de prisão domiciliar relacionado ao caso.

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