O peso colombiano fechou em alta na quarta-feira, impulsionado pela volatilidade dos preços do petróleo após o anúncio do presidente Donald Trump de um bloqueio a navios-tanque sancionados com destino à Venezuela. Os preços do petróleo bruto subiram mais de 2%, com o Brent a US$ 60,33 por barril. O presidente Gustavo Petro alertou que uma queda para US$ 55 por barril tornaria a produção de petróleo na Colômbia antieconômica.
O dólar na Colômbia registrou fechamento em alta de US$ 3.866,73 na quarta-feira, representando um aumento de US$ 19,63 em relação à Taxa Representativa do Mercado (TRM) de US$ 3.847,10. A moeda oscilou entre uma mínima de US$ 3.840 e uma máxima de US$ 3.888, com 2.540 transações totalizando US$ 1.530 milhões. Esse movimento ocorreu em meio a dados de desemprego dos EUA que mostram um resfriamento do mercado de trabalho, mas sem enfraquecimento rápido, o que adiou as apostas em cortes de juros. Segundo a Bloomberg, o dólar subiu o mais em quase um mês, elevando o rendimento dos Treasuries de 10 anos para 4,17%.
A principal volatilidade veio dos preços do petróleo, que caíram abaixo de US$ 60 por barril na terça-feira pela primeira vez desde maio devido a sinais de excesso de oferta e avanços nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. No entanto, na quarta-feira, os preços rebateram mais de 2% após o anúncio de Trump de um bloqueio total a todos os navios-tanque sancionados que entram e saem da Venezuela, agora considerada uma organização terrorista estrangeira. O Brent subiu 2,4% para US$ 60,33 por barril, e o West Texas Intermediate (WTI) avançou 2,6% para US$ 56,69, segundo a Reuters.
"Os riscos russos estão bem sinalizados, mas há riscos claros para o fornecimento de petróleo venezuelano", disse Warren Patterson, analista da ING. Andrea Gabellone, diretora global de ações da KBC Global Services, afirmou: “Os dados de emprego dos EUA de novembro confirmam a trajetória de juros esperada anteriormente mais do que um novo catalisador.”
Nesse contexto, o presidente Gustavo Petro alertou no X que, se o petróleo cair para US$ 55 por barril, a maioria dos poços colombianos se tornará antieconômica, mesmo na bacia do Permian, essencial para a Ecopetrol com 15% de sua produção e 14% de seu EBITDA. O Brent negociava a US$ 59,75 no dia anterior. Cada queda de um dólar no bruto implica perdas mensais de US$ 14,4 milhões para a Colômbia, segundo a Corficolombiana, ou US$ 16 milhões em exportações pela Acipet. O ex-ministro de Minas e Energia Amylkar Acosta estimou que uma queda de US$ 10 reduz o PIB em 0,4 ponto percentual. Este ano, marcado por tensões como as tarifas de Trump e conflitos no Oriente Médio, o preço médio está US$ 14 abaixo da projeção de US$ 74.