O peso colombiano valorizou 18,3% frente ao dólar em 2025, classificando-se como a quarta moeda emergente mais forte do ano. Essa força foi impulsionada por um dólar enfraquecido globalmente e fatores locais como remessas e exportações. A cotação caiu de uma máxima de US$ 4.416,69 em abril para uma mínima de US$ 3.706,94 em dezembro.
Em 2025, o dólar americano passou por uma das quedas mais acentuadas em uma década, com o índice DXY caindo quase 9%, segundo Juan Pablo Vieira, CEO da JP Tactical Trading. Isso impulsionou várias moedas emergentes, lideradas pelo rublo russo com apreciação de 48,5%, seguido pelo forint húngaro (22,6%), coroa tcheca (19%) e peso colombiano (18,3%). Na América Latina, o peso mexicano subiu 15%, o sol peruano 11,4%, o real brasileiro 11% e o peso chileno 10,8%, enquanto a lira turca caiu 17,5% e o peso argentino 29%.
Na Colômbia, o dólar não ultrapassou US$ 4.000 desde 4 de setembro (US$ 4.002,86), rompendo abaixo de US$ 3.900 e atingindo US$ 3.719,60 em 14 de novembro, fechando o ano em US$ 3.706,94 em 25 de dezembro. A máxima anual foi de US$ 4.416,69 em 10 de abril. Catalina Tobón, chefe de estratégia da Skandia, creditou essa valorização ao aumento das remessas, monetizações de dívida externa, exportações de café, fluxos de investimento offshore e expectativas de altas de juros locais, além da fraqueza global do dólar.
Fatores externos como tensões geopolíticas —bombardeios dos EUA no Irã, dissuasão contra a Venezuela, a guerra na Ucrânia e conflitos no Oriente Médio— somados a cortes de juros do Federal Reserve, tarifas de Donald Trump e paralisações do governo dos EUA, alimentaram a volatilidade. David Cubides, economista-chefe do Banco de Occidente, delineou duas fases: uma apreciação contida de 5% na primeira metade e 10% na segunda.
Enquanto o ouro se consolidou como ativo refúgio, subindo inversamente ao dólar, a força do peso reduziu o poder de compra das remessas (projetadas em US$ 13 bilhões pelo Anif) e prejudicou exportadores. Analistas como Laura Fajardo veem isso como uma correção ordenada, recomendando não vender dólares agora, mas comprar serviços em dólar, como preparativos para a Copa do Mundo de 2026. Paula Chaves, da HFM, observou uma revalorização de 15% dentro de uma faixa de US$ 3.690 a US$ 4.450.