A polícia de Nairóbi prendeu 11 pessoas durante os protestos contra os aumentos nos preços dos combustíveis anunciados pela EPRA na terça-feira, 21 de abril. As manifestações ocorreram em várias áreas, incluindo Embu e Kitengela, com relatos de violência. O comandante Issa Mohamud afirmou que a situação permanece calma e que o comércio funciona normalmente.
Protestos contra o aumento dos preços dos combustíveis ocorreram na terça-feira em várias partes do Quênia, motivados por convocações online sob a hashtag #RejectFuelPrices. No centro financeiro de Nairóbi, um pequeno grupo de jovens se reuniu, mas a polícia os dispersou e prendeu 11 pessoas, segundo o comandante da Polícia Regional de Nairóbi, Issa Mohamud.
Mohamud declarou: "Até agora, prendemos 11, e os levaremos ao tribunal amanhã para apresentarmos as acusações", acrescentando que mais de 98 por cento das empresas estão abertas e não há motivos para medo. Ele pediu aos comerciantes que fecharam suas lojas que retomem as operações.
Em Embu, centenas de jovens bloquearam estradas, queimaram pneus e entraram em confronto com a polícia, causando caos na cidade. Em Kitengela, jovens liderados por Bob Njagi, do grupo Free Movement, bloquearam a estrada Namanga e foram dispersados com gás lacrimogêneo. Protestos também foram relatados em Kiritiri e Karatina, em Nyeri, mas não ocorreram incidentes graves na costa ou no Vale do Rift.
A polícia descartou alegações nas redes sociais sobre um tiroteio em Mlolongo, afirmando que a área permaneceu pacífica. A EPRA anunciou o aumento de preço para lidar com os custos elevados decorrentes do conflito no Oriente Médio.