Uma crise humanitária agrava-se em Angata Barikoi, Trans Mara, condado de Narok, após confrontos comunitários que mataram quatro pessoas. Famílias deslocadas abrigam-se em escolas e esquadras de polícia, sem necessidades básicas. A Cruz Vermelha pede ajuda para as apoiar.
O vice-inspector-geral da polícia, Eliud Lagat, declarou Angata Barikoi zona proibida devido aos confrontos em curso entre comunidades. Pessoas deslocadas que fogem da violência continuam a vaguear sem comida, água ou medicamentos. Muitas famílias refugiam-se agora em escolas e esquadras.
Felix Maiyo, representante da Cruz Vermelha no Vale do Rift Sul, descreveu a situação como grave, instando a assistência imediata às famílias afetadas. «Não temos comida suficiente nem outros itens. Precisamos de comida para as crianças e pessoas com várias deficiências», disse Maiyo. Acrescentou: «Enquanto os quenianos celebram o Natal, pedimos que se lembrem destas famílias em apuros e forneçam ajuda».
Maiyo apelou às forças de segurança para garantir que não haja mais mortes, observando que muitos ainda temem regressar a casa. Algumas vítimas afirmaram ter vivido na área desde o nascimento e que os confrontos viraram as suas vidas do avesso. Por exemplo, Edna Chelangat, de 56 anos, mãe de sete filhos, encontra-se agora na Escola Primária Kondamet após o ataque à sua casa em Orgilai. «Sinto que não tenho nada e nem sei por que estou aqui. Perdi tudo», disse ela.