Bolhas de espuma exibem movimento semelhante ao aprendizado da inteligência artificial

Engenheiros da Universidade da Pensilvânia descobriram que bolhas em espumas cotidianas mudam constantemente de posição enquanto mantêm a forma geral da espuma, seguindo princípios matemáticos semelhantes aos do aprendizado profundo para IA. Isso desafia visões tradicionais de espumas como semelhantes ao vidro e sugere que comportamentos de aprendizado podem sustentar sistemas diversos de materiais a células. As descobertas, publicadas nos Proceedings of the National Academy of Sciences, podem informar materiais adaptativos e estruturas biológicas.

Espumas, encontradas em produtos como espuma de sabão e maionese, eram há muito consideradas semelhantes ao vidro, com bolhas fixas em posições desordenadas. No entanto, novas simulações computacionais de pesquisadores da Universidade da Pensilvânia revelam que bolhas em espumas úmidas vagam persistentemente por vários arranjos sem se estabilizar, mesmo enquanto a espuma retém sua forma. Esse comportamento dinâmico espelha o processo de aprendizado profundo em sistemas de inteligência artificial. No treinamento de IA, os parâmetros são ajustados iterativamente por métodos como descida de gradiente, evitando ajustes excessivamente precisos que prejudicam a generalização. Em vez disso, os sistemas exploram regiões mais amplas de soluções viáveis. «As espumas se reorganizam constantemente», observou John C. Crocker, professor de engenharia química e biomolecular e coautor sênior. «É impressionante que espumas e sistemas de IA modernos pareçam seguir os mesmos princípios matemáticos.» A física tradicional modelava bolhas de espuma como partículas rolando para estados de baixa energia, como pedras em um vale. No entanto, dados de quase duas décadas atrás mostraram discrepâncias. «Quando realmente olhamos os dados, o comportamento das espumas não correspondia ao previsto pela teoria», explicou Crocker. A equipe aplicou insights de otimização inspirados em IA, descobrindo que bolhas demoram em paisagens de energia planas com múltiplas configurações equivalentes. Coautor sênior Robert Riggleman, também em engenharia química e biomolecular, destacou um paralelo: «A percepção chave foi perceber que você não quer realmente empurrar o sistema para o vale mais profundo possível». Manter a IA em áreas mais planas permite melhor desempenho em novos dados, assim como o movimento contínuo da espuma. O estudo reabre questões na pesquisa de espumas e se estende a sistemas vivos, como o citoesqueleto celular, que se reorganiza enquanto preserva a estrutura. «Por que a matemática do aprendizado profundo caracteriza com precisão as espumas é uma questão fascinante», disse Crocker. Apoiada pela National Science Foundation, o trabalho envolveu coautores Amruthesh Thirumalaiswamy e Clary Rodríguez-Cruz, com detalhes completos no artigo PNAS de 2025 sobre espumas com amadurecimento viscoso.

Artigos relacionados

Realistic depiction of a rhesus macaque in a Princeton lab with brain overlay showing prefrontal cortex assembling reusable cognitive 'Lego' modules for flexible learning.
Imagem gerada por IA

Estudo de Princeton revela ‘Lego cognitivos’ reutilizáveis do cérebro para aprendizado flexível

Reportado por IA Imagem gerada por IA Verificado

Neurocientistas da Universidade de Princeton relatam que o cérebro alcança aprendizado flexível reutilizando componentes cognitivos modulares em várias tarefas. Em experimentos com macacos rhesus, pesquisadores descobriram que o córtex pré-frontal monta esses “Lego cognitivos” reutilizáveis para adaptar comportamentos rapidamente. Os achados, publicados em 26 de novembro na Nature, destacam diferenças em relação aos sistemas de IA atuais e podem eventualmente informar tratamentos para transtornos que prejudicam o pensamento flexível.

Pesquisadores da Universidade Duke desenvolveram uma estrutura de inteligência artificial que revela regras diretas subjacentes a sistemas altamente complexos na natureza e na tecnologia. Publicado em 17 de dezembro na npj Complexity, a ferramenta analisa dados de séries temporais para produzir equações compactas que capturam comportamentos essenciais. Essa abordagem pode preencher lacunas no entendimento científico onde métodos tradicionais falham.

Reportado por IA

Pesquisadores da Universidade de Purdue e do Georgia Institute of Technology propuseram uma nova arquitetura de computador para modelos de IA inspirada no cérebro humano. Essa abordagem visa resolver o problema da 'parede de memória' intensivo em energia nos sistemas atuais. O estudo, publicado na Frontiers in Science, destaca o potencial para IA mais eficiente em dispositivos do dia a dia.

Pesquisadores do Karolinska Institutet identificaram como as oscilações alfa no cérebro ajudam a distinguir o corpo do entorno. Ritmos alfa mais rápidos permitem a integração precisa de sinais visuais e táteis, fortalecendo a sensação de eu corporal. Os achados, publicados na Nature Communications, podem informar tratamentos para condições como esquizofrenia e melhorar designs de próteses.

Reportado por IA Verificado

Pesquisadores por trás de uma nova revisão na Frontiers in Science argumentam que o rápido progresso na inteligência artificial e tecnologias cerebrais está superando o entendimento científico da consciência, aumentando o risco de erros éticos e legais. Eles dizem que desenvolver testes baseados em evidências para detectar consciência — seja em pacientes, animais ou sistemas artificiais e cultivados em laboratório emergentes — poderia reformular a medicina, debates sobre bem-estar e governança tecnológica.

Um novo artigo de pesquisa argumenta que os agentes de IA estão matematicamente destinados a falhar, desafiando o hype das grandes empresas de tecnologia. Embora a indústria permaneça otimista, o estudo sugere que a automação total por IA generativa pode nunca acontecer. Publicado no início de 2026, lança dúvidas sobre promessas de IA transformadora no dia a dia.

Reportado por IA

Pesquisadores observaram experimentalmente uma geometria quântica oculta em materiais que direciona elétrons de forma semelhante a como a gravidade dobra a luz. A descoberta, feita na interface de dois materiais óxidos, pode avançar a eletrônica quântica e a supercondutividade. Publicada na Science, as descobertas destacam um efeito há muito teorizado agora confirmado na realidade.

 

 

 

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar