O governo da Espanha, informado antecipadamente pela Casa Real sobre as observações do rei Felipe VI sobre os abusos durante a conquista da América, endossou totalmente suas declarações. A porta-voz Elma Saiz disse que as compartilha "100%", enquanto o líder do PP, Alberto Núñez Feijóo, descartou a revisão histórica como "díspar".
O apoio do governo veio um dia depois que Felipe VI, durante uma visita não oficial à exposição "La mitad del mundo. La mujer en el México indígena", no Museu Arqueológico Nacional de Madri, disse ao embaixador do México, Quirino Ordaz, que a conquista envolveu "mucho, mucho abuso" e "controvérsias morais e éticas" no exercício do poder. Ele fez referência às diretrizes de proteção dos monarcas católicos e às Leis das Índias, que foram prejudicadas na prática.
A porta-voz do governo, Elma Saiz, confirmou que o executivo foi notificado com antecedência pela Casa Real e se alinhou totalmente com a mensagem do rei. Em contrapartida, Alberto Núñez Feijóo, líder do Partido Popular (PP), da oposição, criticou a abordagem de revisitar a história como equivocada.