Investigação sobre resposta atrasada a vazamento de combustível em Pitalito

As autoridades investigam a resposta atrasada a um vazamento de diesel marítimo que contaminou a Quebrada El Cedro em Pitalito, deixando 140.000 pessoas sem água potável por quatro dias. A empresa responsável não atendeu à emergência de forma oportuna, o que gerou críticas e possíveis sanções ambientais. O acidente ocorreu em 3 de novembro em uma área rural do município.

Em 3 de novembro, um caminhão-tanque tombou na Vereda Villafátima, comuna de Bruselas, em Pitalito, Huila, derramando diesel marítimo na Quebrada El Cedro. O acidente, ocorrido por volta das 9h30, envolveu 10.500 galões, dos quais 9.445 foram recuperados, deixando 1.055 galões derramados. Isso levou à suspensão do serviço de aqueduto e a uma crise de escassez de água para quase 140.000 laboyanos durante quatro dias.

A resposta inicial enfrentou críticas por seu atraso. Gilberto Rojas Sánchez, comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Pitalito, declarou: “Infelizmente, a contingência da empresa de transporte chegou nove horas após o acidente, ou seja, quando a emergência já havia sido controlada.” A empresa responsável, Grupo Operativo Logística y Transporte S.A.S., não respondeu, de modo que a Cootranskilili assumiu. A defensora municipal Yuli Constanza Silva Chávarro esclareceu: “A empresa que deveria atender à contingência nunca respondeu.”

O plano de contingência municipal foi ativado para impedir que o contaminante alcançasse o rio Guachicos, principal fonte de água potável. As comunidades locais relataram o incidente dez minutos após sua ocorrência, ativando o Conselho Municipal de Gestão de Riscos. A Corporación Autónoma Regional del Alto Magdalena (CAM), liderada por Camilo Augusto Agudelo Perdomo, iniciou uma investigação sobre o cumprimento das normas ambientais, incluindo a falta de um plano de contingência registrado pelo transportador.

Agudelo Perdomo explicou que a CAM chegou ao local dentro da primeira hora após o acidente e está avaliando sanções de acordo com a Lei 1333 de 2009 e a Lei 2387 de 2024. Ela também investiga a empresa que carregou o combustível em Cartagena e a que lidou com a emergência. O vereador Leonel Alvarado criticou a responsabilidade do transportador, afirmando que sem organizações de resgate a situação teria sido pior. O pessoal permanecerá na área por cerca de 15 dias adicionais para limpar resíduos, enquanto os planos de contingência são atualizados e medidas de regulamentação viária são avaliadas.

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