Promotores italianos anunciaram uma nova onda de investigações sobre a exploração de trabalhadores em subcontratadas que fornecem para diversas marcas de luxo. O foco mais recente recai sobre fabricantes de itens de embalagem, como sacos de proteção e capas para roupas.
A investigação, que começou há dois anos, envolve agora um total de 27 marcas. Os casos iniciais contra Dior, Giorgio Armani, Loro Piana, Valentino e Alviero Martini foram encerrados depois que as empresas fizeram as mudanças exigidas. Uma fase de dezembro de 2025 citou outras 13 marcas ligadas a fornecedores acusados de explorar principalmente trabalhadores chineses.
As alegações mais recentes, anunciadas no final da semana passada, têm como alvo as subcontratadas Moda Fashion Styles, em Milão, e Isacco, em Varese. As inspeções encontraram trabalhadores não declarados e sem permissão, maquinário inseguro e condições de vida precárias. Faturas ligaram os locais a fornecedores de Chanel, Moncler, Bvlgari, Brunello Cucinelli e outros.
Todas as marcas mencionadas afirmaram que estão cooperando com as autoridades e reforçaram a fiscalização. Nenhuma delas enfrenta administração judicial direta. Os promotores estão solicitando documentação sobre auditorias de fornecedores datadas de até dois anos atrás.
Fases anteriores também examinaram o trabalho forçado e a subcontratação ilícita sob o Código Antimáfia da Itália. Especialistas observam que essas questões afetam toda a cadeia de suprimentos, não apenas a fast fashion.