O ex-deputado Cristián Labbé renunciou ao Partido Nacional Libertario (PNL) na segunda-feira, alegando ter sido julgado por expressar opiniões divergentes. Johannes Kaiser, presidente do partido, rejeitou as acusações de "cancelamento" e defendeu as operações internas da legenda.
Cristián Labbé anunciou sua renúncia ao Partido Nacional Libertario no dia 20 de abril, declarando que buscava "independência política" após se sentir julgado por criticar decisões da diretoria. "Quando eu era militante e dava minha opinião, era julgado, cancelado de alguma forma", afirmou ao programa La Metro.
Johannes Kaiser respondeu no 24 Horas, negando qualquer processo formal contra Labbé. "Não. Primeiramente, nós não julgamos ninguém. Existe uma estrutura institucional e ela funciona", afirmou. Ele enfatizou que "até onde eu sei, não havia nenhum processo aberto contra Cristián Labbé" e que a filiação é voluntária: "Ser membro do Partido Nacional Libertario é uma decisão livre e soberana".
As tensões surgiram devido à decisão do PNL de não integrar o governo de José Antonio Kast, o que Labbé chamou de "erro político e tático". Sua presença no anúncio do gabinete no Escritório do Presidente Eleito foi vista como contraditória.
Este não é o primeiro incidente: a vice-presidente Camille Sigl também renunciou devido a divergências semelhantes após a eleição presidencial. A liderança sustenta que não há uma ruptura estrutural.