O deputado Felipe Camaño, vice-presidente da Câmara dos Deputados, apresentou uma ação judicial por injúria e calúnia contra Franco Parisi e Javier Olivares, do PDG. A medida ocorre após críticas ao seu voto em Jorge Alessandri na eleição para a presidência da Câmara na semana passada. Camaño descreve sua escolha como o cumprimento de um acordo administrativo.
Felipe Camaño, deputado independente por Ñuble eleito pela cota da DC e agora vice-presidente da Câmara dos Deputados, anunciou na quarta-feira um processo por injúria e calúnia contra o ex-candidato presidencial Franco Parisi (PDG) e o deputado Javier Olivares (PDG). A ação decorre de comentários feitos após a eleição da mesa diretora da Câmara na semana passada, na qual Camaño e Jaime Mulet (FRVS) votaram em Jorge Alessandri (UDI) em vez da candidata da oposição, Pamela Jiles (PDG). Esse apoio garantiu a Camaño a vice-presidência e a Mulet a presidência da Comissão de Constituição. Em entrevista à Radio Universo, Camaño esclareceu que não foi expulso da bancada da DC e que seu partido o havia encarregado de negociar com a direita. 'Com documentos assinados, a Democracia Cristiana me deu o mandato para negociar com a direita', explicou ele, criticando as negociações paralelas do ex-líder da bancada, Héctor Barría, com a esquerda. 'Tínhamos o mandato para negociar e melhorar o acordo, o que conseguimos amplamente', acrescentou, destacando que foi um acordo administrativo, e não político. Sobre as acusações, ele disse que Olivares o chamou de 'ladrão' e 'caipira vendido' na mídia, enquanto Parisi afirmou que seu voto foi trocado por um cargo no BancoEstado para sua mãe, funcionária de carreira há mais de 33 anos. 'Isso é completamente falso', rebatou Camaño. 'Precisamos proteger as instituições e não tolerar que as pessoas façam um espetáculo midiático', declarou. O processo contra Parisi já foi aceito, restando agora a retirada da imunidade parlamentar de Olivares.