O partido PP da Espanha defendeu o ativista Vito Quiles depois que Begoña Gómez, esposa do primeiro-ministro, apresentou uma queixa contra ele por suposta agressão em um restaurante de Madri. O secretário-geral do PP, Miguel Tellado, afirma que as imagens disponíveis mostram um militante socialista agredindo um jornalista. O incidente ocorreu na quarta-feira e está agora sob análise judicial.
Na quarta-feira ao meio-dia, Begoña Gómez foi abordada por Vito Quiles dentro de um restaurante em Las Rozas de Madrid, de acordo com fontes de La Moncloa. Acompanhada por um homem e duas amigas, Gómez apresentou uma queixa contra o ativista por suposta agressão, alegando que Quiles bloqueou sua saída e assediou seu grupo. O local possui câmeras de segurança, mas as gravações não foram divulgadas.
O secretário-geral do PP, Miguel Tellado, defendeu Quiles na quinta-feira nos corredores do Congresso. "A vítima é um jornalista", declarou Tellado, referindo-se a imagens gravadas e compartilhadas pelo próprio Quiles nas redes sociais. Ele condenou "todos os tipos de violência" e instou o PSOE a demitir o funcionário do PSOE de Torrelodones que acompanhava Gómez, a quem ele acusa de agredir Quiles.
A porta-voz do PP, Ester Muñoz, condenou qualquer violência, inclusive a praticada pelo jornalista, e observou que Begoña Gómez "terá que dar muitas explicações". Quiles, credenciado no Congresso apesar de um processo de expulsão em curso, celebrou nas redes sociais a suspensão da agenda do primeiro-ministro Pedro Sánchez: "Apreteu, que funciona".
Quiles tem laços estreitos com o PP, que o convidou para o encerramento da campanha em Aragão em fevereiro e para eventos do Nuevas Generaciones. Ele enfrenta processos judiciais por difamação contra Rubén Sánchez, da Facua, e por revelação de segredos contra Beatriz Corredor.