No desdobramento mais recente do processo judicial contra Begoña Gómez, esposa do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, o grupo Manos Limpias solicitou mais de 10 anos de prisão para ela sob acusações de tráfico de influência e peculato, após a recente proposta do juiz Peinado para um julgamento por júri popular. O grupo também pede mais de dois anos para o empresário Juan Carlos Barrabés. A defesa de Gómez acusa o juiz de violações de direitos ao avançar no caso sem resolver recursos pendentes.
Após a decisão do juiz Juan Carlos Peinado em abril de 2026, que propôs um julgamento por júri para Begoña Gómez por peculato, tráfico de influência, corrupção nos negócios e apropriação indébita — vinculados ao seu papel em uma cátedra da Universidade Complutense e atividades empresariais relacionadas —, o grupo de extrema-direita Manos Limpias apresentou uma petição de acusação na sexta-feira pedindo mais de 10 anos de prisão para Gómez por tráfico de influência continuado e peculato de fundos públicos.
A Manos Limpias alega que Gómez usou sua posição como esposa de Pedro Sánchez para influenciar a criação, pela universidade, da Cátedra para a Transformação Social Competitiva, a qual ela codirigia (sem remuneração desde 2020, após ter recebido cerca de 40 mil euros em cargos anteriores desde 2012), extraindo software para comercialização privada avaliado em cerca de 15 mil euros. Eles também afirmam que ela emitiu cartas de recomendação que auxiliaram a empresa de Barrabés em licitações da Red.es financiadas pela UE.
A petição solicita dois anos e três meses de prisão para Barrabés por tráfico de influência, observando uma possível prevaricação na nomeação de Gómez, mas considerando o pedido intempestivo neste momento.
A defesa de Gómez, liderada por Antonio Camacho, contesta ao acusar Peinado de um processo 'anormalmente acelerado', gerando indefensabilidade ao não resolver um recurso contra o procedimento de júri, violando assim direitos de proteção judicial efetiva e de revisão judicial.