Após a vitória esmagadora de José Antonio Kast no segundo turno da eleição presidencial chilena, o presidente saído Gabriel Boric o parabenizou publicamente em uma ligação ao vivo e se reuniu com ele em La Moneda, destacando as tradições democráticas do país em meio a divisões ideológicas.
Com base na vitória confirmada de Kast com 58% dos votos sobre Jeannette Jara (como detalhado na cobertura anterior), a transição destaca a maturidade cívica do Chile. Boric ligou imediatamente para Kast ao vivo na transmissão, parabenizando-o, prometendo cooperação apesar das diferenças e declarando 'O Chile nos une'. Eles se reuniram na segunda-feira em La Moneda, que Kast elogiou.
Jara já havia concedido cedo, cumprimentando Kast pessoalmente e proferindo discursos respeitosos ao lado dele, fomentando a unidade. Essas rotinas contrastam fortemente com contextos polarizados no exterior; um analista argentino chamou de 'uma monumental convivência democrática'. O Chile também protestou contra os comentários depreciativos do presidente colombiano Petro contra Kast, com o ministro do Interior pedindo respeito aos resultados democráticos.
Cartas aos editores expressam esperanças de governança responsável e oposição construtiva, tirando lições do mandato de Boric —que começou em 2022 visando derrubar o tradicional 'duopólio', mas se moderou após o plebiscito de Rejeição—. Analistas veem o resultado como consolidação das divisões entre 'fundacionalistas' e 'restauradores', com um bloco antielitista emergente rejeitando a polarização.