Após a vitória esmagadora de José Antonio Kast sobre Jeannette Jara com 58% dos votos, o novo panorama político do Chile enfatiza ordem, segurança e recuperação econômica. Uma análise mais profunda revela o legado misto de Boric e desafios para o Congresso fragmentado.
O claro triunfo de José Antonio Kast no segundo turno presidencial de 2025 —garantindo 58% contra a ampla aliança de esquerda liderada por Jeannette Jara— marca uma rejeição decisiva ao governo de Gabriel Boric, conforme detalhado na cobertura inicial das eleições.
A campanha de Kast destacou segurança pública, migração controlada, crescimento econômico e integridade governamental, contrastando fortemente com o mandato de Boric. Em seu discurso de vitória, defendeu a unidade e a paz social em meio às divisões da direita.
Boric deixa o cargo com resultados mistos: crescimento econômico médio de 1,8%, avanços nas reformas de pensões e investimentos, mas legitimidade erodida por escândalos como Convenios e controvérsias políticas decorrentes dos distúrbios de 2019 e do fracassado processo constitucional de 2022.
A esquerda derrotada, abrangendo do MIR aos Democratas Cristãos, enfrenta desafios de reconexão apesar da construção de alianças por Jara. Com um Congresso fragmentado, a administração de Kast —a partir de 11 de março de 2026— exigirá pactos amplos em segurança, empregos e saúde para garantir governabilidade.