O magistrado José Luis Calama rejeitou interromper as ações da Autoridade Tributária contra o ex-presidente José Luis Rodríguez Zapatero, sua família e seu amigo Julio Martínez Martínez.
O juiz da Audiencia Nacional explicou que sua investigação no caso Plus Ultra se concentra em aspectos diferentes da inspeção fiscal. Ela abrange os anos fiscais de 2022 a 2024 e afeta Zapatero, sua esposa Sonsoles Espinosa, suas filhas e a empresa What The Fav, bem como Martínez Martínez e suas companhias.
Calama seguiu o critério da Procuradoria Anticorrupção, que se opôs firmemente à suspensão devido à ausência de correspondência entre as duas investigações. As delegações da Autoridade Tributária em Madri e Valência haviam solicitado a paralisação no final de junho.
O ex-presidente e suas filhas defenderam a suspensão, considerando que os fatos coincidem parcialmente. O magistrado rejeitou essa tese e lembrou que a lei atual permite a coexistência de ações administrativas e criminais, reservando a suspensão para casos excepcionais.