A defesa do ex-presidente José Luis Rodríguez Zapatero apresentou petições ao juiz José Luis Calama para proteger sua privacidade após vazamentos e para limitar o escopo do caso Plus Ultra.
O advogado Víctor Moreno Catena criticou o juiz de instrução por permitir o vazamento das agendas pessoais de Zapatero e de mensagens com a secretária Gertrudis Alcázar. Ele solicitou um procedimento de expurgo separado para remover dados não relacionados à investigação e pediu que o relatório da UDEF sobre atividades na Bolívia fosse devolvido por exceder a ordem de indiciamento de 18 de maio de 2026.
A defesa argumentou que um processo genérico não é apropriado e buscou impedir que a polícia utilize informações obtidas em massa para investigar outras atividades. Também recorreu da inclusão de acusações populares no processo das joias.
Separadamente, o juiz Calama ofereceu à Agência Tributária a chance de ingressar como parte lesada no caso sobre as joias avaliadas em 1,3 milhão de euros encontradas durante a busca no escritório de Zapatero. O ex-presidente solicitou mais tempo para comprovar a origem dos bens.