O PSOE denunciou o vazamento das agendas e mensagens privadas de José Luis Rodríguez Zapatero como uma grave invasão de sua privacidade. Fontes do governo expressaram preocupação com os vazamentos em casos judiciais em andamento. O relatório da UDEF divulgado na quarta-feira detalha as negociações do ex-presidente na Bolívia.
A secretária de Organização do PSOE, Rebeca Torró, afirmou que o vazamento de mensagens de WhatsApp e agendas privadas não relacionadas a um caso judicial "não é informação: é uma perseguição incompatível com as garantias exigidas por uma democracia". Ela acrescentou que, quando uma pessoa está sob investigação, apenas fatos relacionados ao caso devem ser examinados.
Fontes do governo concordaram que as informações divulgadas não se referem ao objeto das investigações e violam a privacidade dos afetados. Eles expressaram preocupação com vazamentos dentro de processos judiciais em curso.
O relatório da UDEF, acessado por vários meios de comunicação, afirma que Zapatero recebeu 200.000 euros por meio da Focus Social Research para influenciar o governo boliviano em favor do Grupo Gloria. O documento detalha reuniões com o presidente Luis Alberto Arce e outros funcionários de alto escalão em setembro de 2024.