O ex-procurador-geral Álvaro García Ortiz deu sua primeira entrevista após a condenação por revelação de segredos no caso envolvendo o companheiro de Isabel Díaz Ayuso. No programa 'Lo de Évole', da La Sexta, ele nega ter vazado informações a jornalistas e descreve a sentença como uma 'surpresa muito dura'. Ele defende sua inocência e lamenta que 'o perseguidor de crimes tenha acabado condenado'.
Álvaro García Ortiz, ex-procurador-geral da Espanha, participou do programa 'Lo de Évole', da La Sexta, no domingo, para sua primeira entrevista após a condenação pelo Supremo Tribunal. Ele foi sentenciado a dois anos de inabilitação especial, multa de 7.200 euros e indenização de 10.000 euros a Alberto González Amador, companheiro da presidente de Madri, Isabel Díaz Ayuso, pelo vazamento de uma confissão de dois crimes fiscais.
García Ortiz deixou o julgamento 'convencido' de que seria absolvido, já que 'não havia carga probatória contra mim'. 'A sentença foi uma surpresa muito dura', afirmou, negando ter vazado 'qualquer coisa para qualquer jornalista' ou que sua equipe o tenha feito. Ele assumiu a responsabilidade pela redação de uma nota à imprensa para refutar boatos espalhados pelo chefe de gabinete de Ayuso, Miguel Ángel Rodríguez, mas questionou a necessidade de vazar se as informações públicas já estavam sendo divulgadas.
Ele lamentou a 'injustiça flagrante' e que, 'em vez de um criminoso, o perseguidor de crimes tenha acabado condenado'. Ele pagou a multa e a indenização, recebeu apoio de procuradores-gerais de outros países e enfrenta mudanças na vida, como encontros desagradáveis nas ruas. Ele evitou criticar os juízes, mas descreveu como 'humilhação' os depoimentos de testemunhas como González Amador e Rodríguez.