O ex-presidente José Luis Rodríguez Zapatero prestou depoimento na quarta-feira perante o juiz da Audiencia Nacional, José Luis Calama, no caso do resgate da companhia aérea Plus Ultra.
Zapatero negou ter exercido qualquer influência para garantir o resgate público de 53 milhões de euros concedido à Plus Ultra durante a pandemia. Ele afirmou que não entrou em contato com funcionários ou autoridades e que não se lembra de uma refeição no restaurante Portonovo, onde uma empresa offshore em Dubai teria sido supostamente acordada.
O ex-presidente se recusou a responder perguntas sobre as joias avaliadas em 1,3 milhão de euros encontradas em seu escritório e disse que forneceria esclarecimentos em uma semana ou dez dias. Ele apresentou uma autorização para verificar que não possui ativos fora da Espanha.
O juiz rejeitou as medidas cautelares solicitadas pelo Ministério Público Anticorrupção, como a retirada do passaporte, por não constatar risco de fuga. Zapatero é o primeiro ex-chefe de governo a comparecer como investigado em um caso de corrupção.