A presidente da SEPI e o diretor do escritório econômico da Moncloa compareceram nesta terça-feira à Comissão Mista de Segurança Nacional para explicar mudanças na Indra e empréstimos à Plus Ultra e à Air Europa.
Belén Gualda afirmou que o apoio às companhias aéreas consistiu em empréstimos com condições rigorosas, e não em resgates. Ela disse que os processos foram revisados mil vezes por auditorias e tribunais, e que o programa salvou 62.000 empregos. Manuel de la Rocha negou ter solicitado a renúncia de Ángel Escribano na Indra e rejeitou qualquer contato com Leire Díez. Ele declarou que qualquer possível fusão com a M&E cabe à própria empresa e que o governo não interfere em suas decisões. Os deputados do PP Rafael Hernando e José Vicente Marí acusaram as testemunhas de corrupção e as vincularam à agenda de Leire Díez. De la Rocha respondeu que possui 30 anos de carreira e que nunca participou de reuniões fora da lei. Gualda e de la Rocha observaram que 400 companhias aéreas foram resgatadas em países desenvolvidos durante a pandemia e defenderam os controles sobre investimentos estrangeiros.