O presidente Julio Martínez Sola e o CEO Roberto Roselli renunciaram à Plus Ultra Líneas Aéreas após um conflito interno. Ambos admitiram o pagamento de uma comissão de 1% sobre o resgate de 53 milhões de euros concedido em 2021.
As renúncias ocorreram em 24 de julho de 2026, após um impasse com outros membros do conselho sobre a estratégia jurídica dos executivos. Martínez Sola e Roselli admitiram em petições enviadas à Audiencia Nacional o pagamento de 530.000 euros a empresas ligadas a Julio Martínez Martínez pelo apoio na obtenção do resgate junto ao Fondo de Apoyo a la Solvencia de Empresas Estratégicas.
O novo presidente executivo proposto é o acionista minoritário Hugo Castaño, um veterano da empresa, embora sua nomeação precise da aprovação da SEPI. A companhia aérea permanece sob intervenção de fato da entidade pública, uma vez que a maior parte do empréstimo não foi reembolsada.
Martínez Sola e Roselli foram detidos em dezembro de 2025 pela UDEF em uma investigação da Fiscalía Anticorrupción. O juiz José Luis Calama os convocou para depor nos dias 7 e 8 de setembro de 2026.