A companhia aérea espanhola Plus Ultra está sob investigação em Espanha por alegada lavagem de dinheiro ligada ao regime de Nicolás Maduro. A empresa, que opera voos a partir da Colômbia, recebeu fundos públicos questionados que podem ter apoiado atividades ilícitas ligadas à Venezuela. As autoridades detiveram executivos e estão a examinar desvios para contas na Europa e além.
A companhia aérea Plus Ultra, que opera na Colômbia e na América Latina, está no centro de uma investigação judicial em Espanha por lavagem de dinheiro. Em 2021, no meio da pandemia, a empresa foi considerada estratégica e recebeu 53 milhões de euros em ajudas estatais, apesar da insolvência desde 2019. Isso gerou dúvidas em 2023, levando a uma investigação inicial arquivada por prazos, mas reaberta em 2025 com acusações mais graves. nnAcionistas venezuelanos próximos de figuras como Delcy Rodríguez e Cilia Flores terão influenciado a estrutura da empresa. Parte dos fundos foi usada para liquidar uma dívida com a petrolífera estatal venezuelana Pdvsa. A 11 de dezembro de 2025, o proprietário Julio Martínez Sola, o diretor executivo Roberto Roselli, o empresário Julio Martínez Martínez e um advogado foram detidos. Após dois dias, foram libertados com restrições: proibição de sair do país, entrega do passaporte e apresentações semanais ao tribunal. nnO Ministério Público Anticorrupção está a verificar se dinheiro público fluiu para contas na França e na Suíça, oriundo do programa alimentar Clap da Venezuela e ouro do Banco Central. Colaborações com procuradorias europeias confirmam estes laços e abriram investigações sobre transações simuladas de ouro no Panamá e nos Emirados Árabes Unidos. O caso, em segredo de justiça, inclui auditorias à Plus Ultra e empresas relacionadas como Snip Aviation e Fly Spain. Uma comissão do Senado procura mais detalhes. nnAlicia García, senadora do Partido Popular, afirmou: «Os espanhóis merecem saber se o seu dinheiro foi usado para subsidiar uma narco-ditadura através deste resgate, desviando fundos para pagar a dívida com a petrolífera estatal». nnNa Colômbia, a Plus Ultra opera três voos semanais entre Bogotá e Madrid desde 2022 via APG, com planos de expandir a frota para 10 aeronaves até 2027, embora a investigação possa afetá-los. A sua licença na Venezuela foi revogada no final de 2025, suspendendo rotas à espera de revisão.