Operação Gulupa expõe lavagem de criptomoedas de cartéis colombianos

Autoridades da Colômbia e da Espanha desmantelaram uma grande rede usada por cartéis de drogas para lavar milhões por meio de criptomoedas. A investigação de dois anos e meio, chamada Operação Gulupa, visou o Clã do Golfo e revelou métodos sofisticados para esconder fundos ilícitos de vendas de cocaína. Pelo menos US$ 46 milhões foram lavados via carteiras digitais e empresas de fachada em vários países.

O esforço coordenado entre autoridades colombianas e espanholas, conhecido como Operação Gulupa, descobriu como poderosos cartéis de drogas como o Clã do Golfo passaram a usar criptomoedas para lavagem de dinheiro desde o final de 2020. Este é o caso relacionado a cripto mais significativo no sistema de justiça da Colômbia até o momento. A investigação começou em 2021 após uma batida belga na Sky ECC, um serviço de mensagens criptografadas usado pelo crime organizado. Mensagens descriptografadas expuseram quatro colombianos coordenando envios de cocaína para a Europa. Os investigadores rastrearam uma rede 'invisível' ligada ao Clã do Golfo, que traficava drogas escondidas em carregamentos de fruta gulupa —uma delícia de casca roxa— de portos colombianos e equatorianos. Os carregamentos frequentemente paravam no Caribe para reembalagem antes de chegarem à Espanha, Portugal e Bélgica. Por uma carga típica de 200 quilos, o cartel recebia 25 bilhões de pesos. O dinheiro vivo das vendas de cocaína na Europa era coletado por intermediários locais fora dos canais bancários. Em um processo paralelo, outro intermediário em um país diferente entregava criptomoedas equivalentes aos vendedores. Para manter aparências de legitimidade, os fundos circulavam por plataformas de câmbio em transações pequenas e fragmentadas em várias carteiras. Em 2022, o grupo criou empresas de fachada com o nome B2Tech em seis nações: Espanha, Lituânia, Estados Unidos, Nicarágua, República Tcheca e El Salvador. Na Colômbia, posava como uma empresa de cibersegurança industrial. As autoridades estimam que pelo menos 170 bilhões de pesos —cerca de US$ 46 milhões— foram lavados dessa forma. Prisões chave incluem Pablo Felipe Prada Moriones, alias 'Black Jack', e seu irmão Santiago, alias 'Marco', detidos pela Guarda Civil espanhola em Madri e Ibiza. Na Colômbia, Jimmy Garcia Solarte, acusado de transportar fundos, e Brenda Yineth Pineda, representante das empresas de fachada, foram presos. Esta operação destaca uma tendência crescente entre grupos como o Clã do Golfo e dissidentes das FARC, que convertem dinheiro em cripto em jurisdições frouxas, fragmentam para ofuscar trilhas e reintegram na economia. A Colômbia registrou mais de US$ 40 bilhões em transações de cripto entre 2023 e 2024, classificando-se entre os cinco principais mercados da América Latina, segundo a Unidade de Informação e Análise Financeira.

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