O juiz responsável pelo caso Plus Ultra na Audiência Nacional da Espanha flexibilizou as medidas cautelares para Julio Martínez Martínez e outros suspeitos. A decisão permite a livre circulação na área Schengen e remove a obrigatoriedade de apresentação quinzenal ao tribunal. O magistrado determinou que o risco de fuga diminuiu.
José Luis Calama, juiz do Tribunal de Instrução número 4 da Audiência Nacional, levantou a proibição de viagens para fora da Espanha e a exigência de apresentação quinzenal ao tribunal para Julio Martínez Martínez, Roberto Roselli e Julio Martínez Sola. A decisão baseia-se na avaliação de que o risco de fuga é suficientemente mitigado por obrigações mais leves, como responder às comunicações do tribunal e informar mudanças de endereço.
Os suspeitos permanecem vinculados a supostos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e apropriação indébita ligados ao resgate de 53 milhões de euros da companhia aérea Plus Ultra. O caso segue sob segredo de justiça na Audiência Nacional.
Martínez Martínez, amigo do ex-primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero, também enfrenta investigações sobre fundos superiores a meio milhão de euros mantidos em Miami. Promotores anticorrupção estão examinando possíveis conexões com a Venezuela.