Claudio Uberti, ex-funcionário kirchnerista, foi detido na quarta-feira para cumprir pena de quatro anos e seis meses de prisão por contrabando de divisas no caso da maleta Guido Antonini Wilson. A Suprema Corte rejeitou o último recurso de sua defesa, tornando a condenação definitiva. Uberti foi transferido para a prisão federal de Ezeiza.
Claudio Uberti, ex-chefe da OCCOVI, foi detido na quarta-feira e transferido para a prisão federal de Ezeiza para cumprir uma pena efetiva de quatro anos e seis meses. A condenação tornou-se definitiva após a decisão da Suprema Corte, que rejeitou o recurso da defesa de Uberti por motivos formais. Os juízes Horacio Rosatti, Carlos Rosenkrantz e Ricardo Lorenzetti assinaram a decisão. Os juízes Horacio Rosatti, Carlos Rosenkrantz e Ricardo Lorenzetti assinaram a decisão. nO caso remonta à madrugada de 4 de agosto de 2007, quando um voo particular da Royal Class, contratado pela ENARSA e proveniente de Maiquetía, Venezuela, chegou ao Terminal Sul do Aeroparque Jorge Newbery, em Buenos Aires. A bordo estavam Uberti, sua secretária particular Victoria Carolina Bereziuk, Exequiel Omar Espinosa, então presidente da ENARSA, e cidadãos venezuelanos ligados à PDVSA: Guido Alejandro Antonini Wilson, Daniel David Uzcátegui Spetch, Ruth Behrends Ramírez, Nelly Cardozo Sánchez e Wilfredo Ávila Drie. nPessoal da DGA e da Polícia de Segurança Aeroportuária inspecionou a bagagem de mão. A oficial da PSA María del Luján Telpuk detectou pacotes retangulares na pasta de Antonini Wilson pelo escâner. Antonini Wilson afirmou que eram livros e 'papéis pequenos', mas confirmou-se que continham 790.550 dólares. A DGA assumiu o procedimento sem notificar o Poder Judiciário. Dias depois, Antonini Wilson deixou o país e viajou para Miami. nUberti, que é um dos testemunhas 'arrependidos' no caso dos cadernos da propina, enfrenta acusações por contrabando na importação de moedas, agravado pela participação de duas ou mais pessoas e por ser funcionário público, no grau de tentativa. A detenção foi realizada por ordem da juíza Sabrina Namer, substituta do Tribunal Oral nº 1 em Matéria Criminal Econômica.