A Associação de Transportadores do Quênia condenou a suposta detenção de líderes de motoristas quenianos pelas autoridades de Uganda. As prisões ocorreram após o papel dos líderes na resolução de um impasse no transporte rodoviário entre Uganda e o Sudão do Sul. Os motoristas iniciaram uma greve nas fronteiras de Malaba e Busia, interrompendo o movimento de cargas.
As autoridades de Uganda teriam prendido os líderes dos motoristas quenianos logo após eles ajudarem a intermediar um acordo no sábado, 9 de maio. As negociações trataram da prisão e do assédio a caminhoneiros no Sudão do Sul e resultaram na assinatura do Registro de Resoluções sobre Facilitação de Comércio e Segurança Rodoviária.
A Associação de Transportadores do Quênia descreveu as detenções como injustas. Em um comunicado emitido no domingo, 10 de maio, o grupo afirmou que os líderes agiram de boa-fé para garantir uma solução pacífica.
Os motoristas começaram a fazer greve nas passagens de Malaba e Busia. Esses pontos servem como as principais portas de entrada para mercadorias que viajam do porto de Mombasa para Uganda, Ruanda, República Democrática do Congo e Sudão do Sul.
A associação pediu às autoridades de segurança de Uganda que libertem os líderes detidos imediatamente, garantam sua segurança e providenciem seu retorno ao Quênia.