A única mulher que permanecia hospitalizada após o descarrilamento de trem ocorrido em 18 de janeiro em Adamuz (Córdoba) deu à luz um menino saudável no Hospital Regional Universitario de Málaga. Ela é Raquel, irmã de Ana García, que ficou gravemente ferida enquanto protegia seu cão durante o descarrilamento. O bebê nasceu quase quatro meses após a tragédia que causou 46 mortes.
Raquel, a única paciente que ainda estava internada na UTI do Hospital Regional Universitario de Málaga após o acidente de 18 de janeiro em Adamuz, deu à luz no sábado um menino que passa bem, segundo fontes da Junta de Andalucía e do Servicio Andaluz de Salud.
O descarrilamento do trem da Iryo com destino a Madri, que colidiu com um Alvia que fazia o trajeto Madri-Huelva, resultou em 46 mortes. Raquel, que estava grávida de cinco meses na época, sofreu um traumatismo cranioencefálico grave ao se abaixar para proteger seu cão, Boro, no vagão 7. Sua irmã, Ana García, relatou na televisão: “Aprovecho para buscar a mi perro. Por favor, si podéis ayudar a buscar a los animales, que son familia también”.
Os hospitais andaluzes atenderam 126 pessoas, incluindo cinco crianças. Todas receberam alta, com exceção de Raquel; outra vítima, Patricia, faleceu em 30 de janeiro, elevando o número de mortos para 46. O cão Boro foi encontrado quatro dias depois graças ao Seprona e a voluntários.
Enquanto isso, sobreviventes e familiares das vítimas formaram uma associação exigindo uma investigação sobre a gestão de saúde de emergência durante as primeiras horas da catástrofe.