Um novo relatório revela que o número de usuários ativos mensais de apps de cripto na América Latina cresceu cerca de 18% em relação ao ano anterior em 2025, quase três vezes a taxa nos Estados Unidos. Usos práticos como pagamentos e transferências transfronteiriças impulsionaram essa expansão. O relatório Lemon destaca a adoção impulsionada pela utilidade como uma distinção chave em relação às tendências especulativas em outros lugares.
O relatório Lemon sobre a adoção de cripto na América Latina em 2025 ressalta um forte aumento na região, superando o crescimento nos Estados Unidos. O número de usuários ativos mensais de apps de cripto aumentou aproximadamente 18% em relação ao ano anterior, em comparação com um ritmo mais lento nos EUA. Esse crescimento decorreu principalmente de aplicações no mundo real, como pagamentos e transferências transfronteiriças, em vez de especulação. O Brasil liderou como o maior mercado em volume de transações, recebendo US$ 318,8 bilhões em valor de cripto naquele ano — um aumento de 250% em relação ao período anterior. Negociações institucionais e regulamentações aprimoradas para instituições financeiras impulsionaram esse aumento. Na Argentina, o uso de cripto persistiu apesar da inflação anual cair para cerca de 32%. O número médio de usuários ativos mensais atingiu quatro vezes os níveis do mercado de alta de 2021. Pagamentos transfronteiriços foram centrais, com fintechs locais conectando trilhos de cripto ao sistema PIX do Brasil. Isso permitiu que usuários pagassem comerciantes brasileiros em pesos, com USDT gerenciando os settlements nos bastidores. Consequentemente, a Argentina registrou 5,4 milhões de downloads de apps de cripto em 2025, incluindo um recorde em janeiro. O Peru também se destacou pela rápida expansão. Em janeiro de 2025, o Bybit Pay se integrou às carteiras digitais populares Yape e Plin. Novas regras de interoperabilidade permitiram conexões diretas entre bancos e carteiras, resultando em mais de 540 milhões de transações — um aumento de 120% em relação ao ano anterior. O número de usuários de apps de cripto no Peru dobrou durante o ano. Stablecoins foram fundamentais em toda a região, servindo como dólares digitais para remessas, recebimentos do PayPal e contornando bancos tradicionais. O relatório Lemon enfatiza essa demanda prática como definidora da paisagem de cripto na América Latina.