O entusiasta de computação retro Action Retro demonstrou que um kernel Linux moderno ainda pode rodar em um único disquete, usando uma configuração de computador 486 vintage. Ao compilar a versão 6.14 do kernel com opções mínimas ao lado do BusyBox, ele criou um ambiente bootável que remete aos primeiros dias do Linux. Este exercício destaca as dificuldades de adaptar software atual aos limites de hardware obsoleto.
As origens do Linux remontam ao início dos anos 1990, quando distribuições cabiam inteiramente em disquetes, servindo como ferramentas de resgate portáteis ou plataformas de experimentação. Essas configurações empacotavam utilitários essenciais na capacidade de 1,44 MB de um disquete padrão de 3,5 polegadas, uma façanha possível pelo tamanho compacto dos kernels versão 1.x.
Em 2025, Action Retro revisitou esse conceito seguindo um guia do GitHub para compilar o kernel Linux 6.14 com configurações reduzidas. Ele o combinou com uma implementação mínima do BusyBox para formar um sistema operacional funcional, embora básico. O resultado inicializa com sucesso em uma máquina minimalista da era 486, evocando a simplicidade da computação dos anos 1990.
No entanto, o processo revelou obstáculos significativos. A gestão de dependências foi complicada dentro das restrições apertadas de espaço, levando a vários erros durante tentativas de refinamento. Até o hardware apresentou problemas: drives de disquete envelhecidos e mídias frequentemente falhavam, exigindo múltiplas tentativas para encontrar componentes confiáveis. Action Retro observou que, embora a configuração funcione, expandi-la de forma significativa permanece desafiadora.
Este projeto é menos sobre criar uma distribuição viável e mais sobre testar os limites do Linux moderno em mídias legadas. Ele destaca como o suporte a disquetes no Linux diminuiu, com drivers agora classificados como órfãos. Para entusiastas, serve como um lembrete nostálgico das raízes engenhosas do Linux, embora o uso prático tenha migrado há muito para pendrives USB e além.