Após a recente aprovação de Rust como linguagem permanente do kernel na Cimeira de Manutenedores do Kernel 2025, surgem novos detalhes sobre benchmarks de desempenho, desafios em curso e lançamentos em distribuições, consolidando o seu papel na resolução de vulnerabilidades de segurança.
Com base na decisão unânime da Cimeira de Manutenedores do Kernel de terminar a fase experimental do Rust, o kernel Linux está a avançar na sua integração. O suporte inicial começou com o Linux 6.1 em 2022, expandindo-se a drivers como NVMe e o binder do Android, com contribuições da Google e outros que demonstram estabilidade.
Os benchmarks mostram um impacto mínimo no desempenho —menos de 5% de sobrecarga em código otimizado— graças a adaptações específicas do kernel, como nenhuma alocação de heap. No entanto, persistem desafios, incluindo a complexidade da cadeia de ferramentas e a curva de aprendizagem para programadores C. As atualizações recentes do Linux 6.19 também abordaram transições de manutenedores, como a saída de Alex Gaynor.
Esta mudança alinha-se com as tendências da indústria da Microsoft e Amazon para linguagens seguras em memória. Análises de segurança sugerem que o Rust pode prevenir até 70% das vulnerabilidades (ex.: transbordos de buffer, condições de corrida) através de verificações em tempo de compilação, embora o C continue a dominar as 30 milhões de linhas do kernel durante anos.
Distribuições como Fedora e Ubuntu estão a ativar o Rust em kernels predefinidos, enquanto os programadores no X o saúdam como um 'futuro seguro em memória'. A abordagem gradual garante uma adoção ampla sem comprometer o desempenho.