Marcando uma mudança histórica após a aprovação no Kernel Maintainer Summit de 2025 —detalhada na nossa cobertura anterior sobre benchmarks e desafios— o Rust é agora uma peça permanente no kernel Linux, com raízes profundas remontando a 2019 e planos ambiciosos à frente.
As discussões sobre Rust para o kernel acenderam-se em 2019 no Linux Security Summit, onde os mantenedores notaram que dois terços das vulnerabilidades surgiam de falhas de segurança de memória. As funcionalidades do Rust —sem comportamento indefinido em código seguro, tipos estritos e limites seguro/inseguro— ofereceram uma correção convincente.
O ímpeto construiu-se em agosto de 2020 via uma palestra na Linux Plumbers Conference por desenvolvedores como Miguel Ojeda. O Google financiou Ojeda em tempo integral em 2021 através da iniciativa Prossimo. Um RFC de abril de 2021 esclareceu o papel do Rust: visando drivers e módulos folha sobre o núcleo C, evitando reescritas principais.
Na cimeira de Tóquio, o rótulo de 'experimento Rust' foi removido dos docs. Ojeda publicou na lista do kernel: “o experimento está feito, ou seja, o Rust veio para ficar.” Nem todas as configs, arches ou toolchains estão prontas, e o trabalho continua no gccrs para builds do kernel com GCC, com atualizações esperadas em breve.
Provas abundam: Greg Kroah-Hartman elogia a segurança dos drivers Rust e poucos problemas. Android 16 no kernel 6.12 usa um alocador Rust em milhões de dispositivos. Dave Airlie do DRM visa mandatos Rust para novos drivers em um ano.
Olhando em frente, kernels serão construídos com Rust a partir do Debian estável, com requisitos rígidos no APT até maio de 2026. Obstáculos permanecem para arches como s390 e specs formais. Isso cimenta o ímpeto empresarial do Rust, contrapondo preocupações da pesquisa de 2024 sobre adoção.