Principais desenvolvedores do Linux, incluindo Linus Torvalds, aprovaram o Rust como uma linguagem de pleno direito para programação do kernel, encerrando seu status experimental. A decisão foi tomada na Cúpula Anual de Mantenedores do Kernel e anunciada no LWN.net. Embora isso eleve o Rust ao lado de C e montador, a implementação prática ainda requer trabalho significativo de ponte.
A aprovação marca um marco significativo para o Rust no ecossistema Linux. Desenvolvedores decidiram sobre essa mudança ontem durante a Cúpula de Mantenedores do Kernel, conforme relatado brevemente no LWN.net. O Rust, que entrou no kernel há três anos com o Linux 6.1, completou agora sua fase experimental após extenso trabalho preparatório.
Em termos práticos, o Rust junta-se ao montador e ao C como um dos idiomas principais para desenvolvimento do kernel. No entanto, programadores ainda não podem escrever drivers de kernel arbitrários em Rust sem limitações. Muitos subsistemas carecem do código de ponte necessário, ou bindings, para interagir com a infraestrutura existente baseada em C. Por exemplo, um driver WLAN em Rust precisaria de bindings para aproveitar a base do kernel escrita em C para dispositivos WLAN e PCIe.
O progresso está em andamento em áreas selecionadas. Bindings existem ou estão sendo desenvolvidos para subsistemas como drivers gráficos do kernel. Um exemplo notável é o Nova, um driver escrito em Rust para núcleos gráficos modernos da Nvidia, esperado para ser usado em muitos PCs nos próximos anos.
Proponentes destacam os benefícios potenciais do Rust. Seus recursos visam reduzir vulnerabilidades de segurança, como erros de acesso à memória, estouros de buffer e problemas de concorrência. Além disso, a linguagem moderna pode agilizar processos de desenvolvimento e atrair programadores mais jovens para o trabalho no kernel do Linux.
Apesar do status oficial, muito resta a ser feito para integrar totalmente o Rust em todo o kernel.