O processo de difamação de 1 milhão de rands movido por Julius Malema contra Kenny Kunene foi retirado da pauta do Tribunal Superior de Gauteng na terça-feira devido à falha de sua equipe jurídica em cumprir os prazos de apresentação de documentos.
O caso estava agendado para audiência em 9 de junho, mas o juiz Leonard Twala o retirou da pauta após os advogados de Malema terem feito o upload dos documentos necessários ao sistema CaseLines apenas na noite anterior, perdendo o prazo de abril. O advogado Mfesane ka-Siboto solicitou clemência, descrevendo a falha como um erro administrativo e não como um desafio deliberado. O juiz ordenou que Malema arcasse com as custas judiciais de Kunene. O caso decorre de declarações feitas por Kunene em 20 de fevereiro durante uma entrevista no podcast Podcast and Chill. Kunene alegou que Malema fazia visitas frequentes noturnas à fazenda do falecido empresário de táxis Jothan “Mswazi” Msibi e recebia R 80.000 em espécie de uma bolsa Louis Vuitton. Malema negou qualquer vínculo criminoso, afirmando que as visitas tratavam de acordos de transporte para eventos do EFF. Kunene celebrou a decisão como uma vitória para a liberdade de expressão. A equipe de Malema informou que buscará reinserir o caso na pauta. A dupla permanece envolvida em outros litígios após o Tribunal de Igualdade ter determinado, em agosto de 2025, que as referências de Kunene a Malema como uma “barata” constituíam discurso de ódio.