O Secretário do Gabinete do Tesouro, John Mbadi, confirmou que não haverá isenções para o sistema de Compras Públicas Eletrônicas (eGP) a partir do próximo ano fiscal, que começa em julho. Ele fez essa declaração durante uma entrevista na noite de domingo, 12 de abril, reiterando a intenção do governo de fechar as brechas nas licitações que drenam os recursos públicos. O sistema eGP foi introduzido para digitalizar as compras públicas, aumentar a transparência e coibir a corrupção nos gastos governamentais.
Mbadi falou durante a entrevista, observando que o governo concedeu isenções limitadas neste ano fiscal, mas que aplicará o sistema integralmente a partir de julho. "Se pudermos ter um sistema como o eGP, que seja totalmente implementado, poderemos fechar essas brechas nas licitações", afirmou Mbadi.
Ele destacou as licitações como uma grande área de perda de fundos públicos, especialmente por meio de custos inflados. "Onde desperdiçamos dinheiro é, na verdade, no setor de compras, onde, em vez de contratar um salão por Ksh15.000, você contrata por Ksh50.000, e o excedente é dividido entre as partes", explicou.
Mbadi reconheceu que há pouco espaço para cortar despesas recorrentes devido às pressões da folha de pagamento, aos acordos coletivos de trabalho (CBA), às demandas do setor de segurança e à inflação. Em vez disso, o Tesouro está focando na racionalização das despesas de desenvolvimento, revisando projetos inviáveis.
Sobre os múltiplos orçamentos suplementares deste ano, ele os atribuiu ao planejamento precário, a projetos financiados por doadores que foram omitidos e a acordos coletivos suspensos por decisões judiciais que geraram passivos salariais. Enquanto isso, a meta de endividamento interno foi ampliada em 52,29%, ou Sh570 bilhões, para o ano que termina em 30 de junho.