Em resposta ao indiciamento nos EUA do governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, e de nove funcionários por vínculos com o Cartel de Sinaloa (ver cobertura anterior), o Movimiento Ciudadano protocolou um pedido ao Congresso do México para remover a imunidade deles, permitindo investigações sem proteção constitucional. O líder do MC, Jorge Álvarez Máynez, exigiu que eles enfrentem as acusações dos EUA diretamente em meio a uma crise nas relações bilaterais.
Com base nas acusações dos EUA de 29 de abril contra o governador Rubén Rocha Moya, o senador Enrique Inzunza, o prefeito de Culiacán, Juan de Dios Gámez Villamil, e outros sete funcionários por conspiração com a facção Los Chapitos, do Cartel de Sinaloa, em tráfico de drogas e metralhadoras desde 2021 (ver cobertura anterior: 'EUA acusam governador de Sinaloa e nove funcionários de vínculos com o cartel'), o Movimiento Ciudadano (MC) apresentou um pedido ao Congresso do México para retirar a imunidade deles.
O líder nacional do MC, Jorge Álvarez Máynez, declarou: “Lo mínimo que pueden hacer los funcionarios de Sinaloa que han sido formalmente acusados por las autoridades norteamericanas es enfrentar este proceso sin fuero” (O mínimo que os funcionários de Sinaloa formalmente acusados pelas autoridades norte-americanas podem fazer é enfrentar este processo sem a proteção do foro).
O MC destacou os danos das acusações às relações entre México e EUA. A Procuradoria-Geral da República do México (FGR) já havia observado anteriormente a insuficiência de provas no pedido de extradição (ver cobertura anterior). O senador do Morena, Gerardo Fernández Noroña, rebateu nas redes sociais: “Quien debe pedir el desafuero es la FGR, en este caso. Ustedes no pintan de nada con su oportunismo” (Quem deve pedir a retirada do foro é a FGR, neste caso. Vocês não têm relevância alguma com seu oportunismo).
O processo exige que o Congresso declare o início dos procedimentos antes que as ações penais possam avançar.