A procuradoria-geral do estado de Sinaloa anunciou que o vice-procurador-geral Dámaso Castro Saavedra solicitou licença não remunerada em 5 de maio de 2026. O pedido ocorreu um dia após o órgão afirmar que ele ainda exercia suas funções, em meio a acusações do Departamento de Justiça dos EUA sobre laços com o Cartel de Sinaloa. Castro segue outros funcionários que solicitaram licenças similares.
A Procuradoria-Geral do Estado de Sinaloa (FGE) informou na terça-feira, 5 de maio, que o Licenciado Dámaso Castro Saavedra, um dos 10 funcionários acusados pelo Departamento de Justiça dos EUA de envolvimento com o Cartel de Sinaloa, solicitou licença não remunerada de seu cargo como vice-procurador-geral.
“A Procuradoria-Geral do Estado de Sinaloa informa que, em 5 de maio de 2026, o Licenciado Dámaso Castro Saavedra submeteu um pedido de licença não remunerada do cargo de vice-procurador-geral do Estado”, declarou a instituição em um breve comunicado. O anúncio ocorreu um dia depois de a FGE ter afirmado que Castro exercia suas funções “no pleno exercício de suas atribuições legais”.
Castro segue o exemplo de Rubén Rocha Moya, governador de Sinaloa licenciado, e de Juan de Dios Gámez Mendívil, ex-prefeito de Culiacán, que também solicitaram licença em meio a acusações dos EUA. “Ele também expressa sua disposição em atender a qualquer requisito institucional feito pelos canais legais e em estrita observância ao ordenamento jurídico”, acrescentou a FGE.
O pedido baseia-se em artigos da Constituição Política dos Estados Unidos Mexicanos, da constituição estadual de Sinaloa e da Lei Orgânica da FGE. Segundo o semanário RíoDoce, Castro está implicado em irregularidades na investigação do assassinato de Héctor Melesio Cuén em 25 de junho de 2024 — dia em que Ismael ‘El Mayo’ Zambada foi sequestrado — e por supostamente receber subornos dos Los Chapitos.