A ministra da Mulher e da Igualdade de Gênero do Chile, Judith Marín, confirmou que o governo de Kast continuará buscando a renúncia forçada da diretora do SernamEG, Priscilla Carrasco, assim que sua licença médica para tratamento de câncer de mama terminar. A decisão segue o pedido inicial da semana passada, que foi pausado devido à licença retroativa. A medida continua gerando críticas suprapartidárias em meio a questionamentos sobre gestão e confiança política.
O processo de renúncia, iniciado em 30 de março pela subsecretária Daniela Castro, foi interrompido quando Carrasco apresentou uma licença médica retroativa para tratamento de câncer de mama triplo-negativo. Em uma entrevista no domingo ao jornal La Tercera, a ministra Marín afirmou: “Sim, é uma decisão baseada nos motivos já declarados”, classificando-a como “uma das decisões mais dolorosas que tive que tomar”. O presidente José Antonio Kast citou uma falta de confiança devido a divergências sobre a gestão do SernamEG, da Prodemu e do ministério. A ex-ministra Antonia Orellana rebateu em um vídeo, citando uma auditoria da Controladoria de 2023 que destacou melhorias no acompanhamento de usuárias sob a gestão de Carrasco, enquanto atribuiu o déficit da Prodemu a questões de negociações coletivas pendentes desde 2011. Carrasco respondeu ao La Tercera: “Se venho do governo anterior e não há confiança política, entendo perfeitamente. Mas, durante o tratamento, o mínimo que eu esperaria é que me deixassem concluí-lo.” Entre os críticos estão Tamara Ramírez, do PDG, que considerou a medida “inaceitável”; a republicana Javiera Rodríguez, que a apoiou devido a preocupações com a gestão; e Marlene Pérez, do IND-UDI, que pediu respeito aos procedimentos.