O Ministério da Saúde aceitou no domingo a renúncia voluntária de Aldo Ibani, nomeado apenas dois dias antes como seremi de saúde para a Região de Valparaíso. Esta saída soma-se a várias nomeações falhas de seremis nas primeiras semanas do governo de José Antonio Kast. Críticas sobre histórico e publicações em redes sociais têm frustrado múltiplas designações regionais.
O Ministério da Saúde confirmou a renúncia de Aldo Ibani, que enfrentou questionamentos sobre supostas vendas de produtos falsificados e falta de experiência, segundo relatos nas redes sociais. Luis de la Torre, presidente do conselho regional de Valparaíso do Colégio Médico, questionou seu histórico: “É difícil entender a nomeação de um profissional com poucos anos de experiência pós-graduação”. Outros casos incluem Hernán Silva, anunciado como seremi de segurança de Valparaíso, mas uma sanção administrativa de 2012 por falsificação de assinatura e uma penalidade anterior levaram à remoção do anúncio das redes sociais sem explicações. Em Los Ríos, Jorge Salazar não assumiu o cargo de seremi de obras públicas devido a irregularidades de seu período como presidente de um clube esportivo, já que nenhum decreto foi emitido. Em Los Lagos, Patricia Dinamarca serviu seis dias como seremi de educação antes de sua nomeação ser cancelada devido a antigas publicações em redes sociais apoiando o surto social. Alexander Nanjarí, para a educação em Biobío, foi dispensado em 24 horas devido a publicações sobre diferenças de idade em relacionamentos. O Executivo não respondeu às consultas do La Tercera. Fontes apontam para atrasos e responsabilidade na equipe do Segundo Piso, liderada por Alejandro Irarrázaval, com Ignacio Dülger e Álvaro Bellolio. Governistas criticam a lentidão, quase um mês após o início da administração.