Uma equipe internacional demonstrou que uma discrepância persistente no comportamento magnético do múon decorria de limitações em cálculos anteriores, e não de uma física desconhecida. O trabalho reforça o Modelo Padrão e elimina um dos principais indícios de uma possível quinta força da natureza.
Pesquisadores liderados pelo físico Zoltan Fodor, da Penn State, dedicaram mais de uma década ao uso de cromodinâmica quântica de rede em supercomputadores para recalcular o momento magnético anômalo do múon. Seu método híbrido combinou simulações teóricas em distâncias curtas e médias com dados experimentais em escalas maiores, alcançando uma concordância entre teoria e experimento dentro de menos de meio desvio padrão.