Físicos revivem experimento de 1773 na busca por matéria escura

Pesquisadores propõem atualizar um experimento de 1773 de Henry Cavendish para detectar partículas com carga milimétrica, um potencial candidato a matéria escura. O projeto utiliza esferas metálicas aninhadas e pode ser 10.000 vezes mais sensível do que métodos anteriores. A configuração promete ser mais barata e rápida do que aceleradores de partículas.

Em 1773, o cientista britânico Henry Cavendish conduziu um experimento com duas esferas metálicas aninhadas para estudar o eletromagnetismo medindo diferenças de potencial elétrico. Agora, Peter Graham, da Universidade de Stanford, e seus colegas sugerem adaptar essa configuração para procurar partículas com carga milimétrica (mCPs), partículas exóticas com cargas minúsculas que poderiam formar a matéria escura, a qual supera a matéria comum no universo, mas permanece não identificada. A equipe planeja aplicar voltagem na esfera externa e medir as diferenças de voltagem com a interna, detectando quaisquer mCPs presentes devido à sua carga. Um dispositivo acumulador atrairia partículas carregadas da sala para o aparelho, conforme explicado pelo membro da equipe Harikrishnan Ramani, da Universidade de Delaware. O custo do experimento é estimado em menos de um milhão de dólares, muito menos do que operar um acelerador de partículas por um ano. Os cálculos indicam que ele poderia superar a sensibilidade dos futuros aceleradores. Kevin Kelly, da Universidade A&M do Texas, classificou as estimativas de sensibilidade como conservadoras, podendo ser de 100 a 10.000 vezes melhores, permitindo a detecção de cargas ainda menores. Christopher Hill, da Universidade Estadual de Ohio, elogiou a abordagem, observando que ela poderia ser construída muito mais rapidamente do que os aceleradores e levar a uma grande descoberta sobre a composição do universo. Ele está considerando uma configuração semelhante com sua equipe. Os pesquisadores estão refinando detalhes e buscando financiamento. Ramani disse que o sucesso poderia ocorrer em dois ou três anos, permitindo que as mCPs sejam extraídas e estudadas posteriormente.

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