Pesquisadores propõem que antigas ondas gravitacionais no início do universo produziram partículas que se tornaram matéria escura. O estudo realizado por cientistas da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz e da Universidade de Swansea sugere um novo mecanismo envolvendo a conversão de ondas gravitacionais estocásticas em férmions. Publicado na Physical Review Letters, o trabalho aborda um mistério fundamental da cosmologia.
O professor Joachim Kopp, da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz e do Cluster de Excelência PRISMA++, juntamente com a Dra. Azadeh Maleknejad, da Universidade de Swansea, apresentaram cálculos mostrando que ondas gravitacionais estocásticas poderiam gerar partículas de matéria escura logo após o Big Bang. Essas ondas, remanescentes da infância caótica do universo, diferem daquelas produzidas por fusões de buracos negros e, em vez disso, formam um fundo tênue proveniente de processos cósmicos iniciais, como transições de fase ou campos magnéticos primordiais. Kopp afirmou: 'Neste artigo, investigamos a possibilidade de que as ondas gravitacionais -- que se acredita terem sido onipresentes no início do universo -- tenham sido parcialmente convertidas em partículas de matéria escura. Isso leva a um novo mecanismo de produção de matéria escura que não havia sido pesquisado antes.'