Omar Yaghi, que dividiu o Prêmio Nobel de Química de 2025, aceitou um cargo docente na Universidade Tsinghua, em Pequim, para liderar um novo instituto de pesquisa em inteligência artificial.
Yaghi chegou aos Estados Unidos como um refugiado adolescente, filho de pais palestinos nascidos em Amã, na Jordânia. Ele ingressou no corpo docente da Universidade da Califórnia, em Berkeley, em 2012, e ganhou reconhecimento pelo desenvolvimento de estruturas metal-orgânicas utilizadas em aplicações como captura de carbono e coleta de água do ar.
A Universidade Tsinghua anunciou que Yaghi chefiará o novo instituto, que tem como objetivo usar a inteligência artificial para acelerar o design e a síntese de materiais avançados. As autoridades disseram que a abordagem substituirá os métodos tradicionais de tentativa e erro.
Em uma entrevista recente, Yaghi descreveu o estado da ciência nos EUA como "pouco encorajador" devido aos cortes nas bolsas de pesquisa. Ele acrescentou que os pesquisadores devem adotar a IA "como uma questão de sobrevivência do sistema de pesquisa avançada nos EUA".
Durante a cerimônia de nomeação, Yaghi disse que espera que o instituto desenvolva materiais para enfrentar a escassez de água, a neutralidade de carbono e o desenvolvimento sustentável, enquanto treina cientistas na interseção entre química e inteligência artificial.