O Papa Leão XIV emitiu uma forte condenação à guerra na sexta-feira, rejeitando alegações de que a ação militar desfruta de apoio divino. Ele criticou a retórica que enquadra o conflito em curso no Irã como abençoado por Deus, enfatizando que a verdadeira paz vem por meio do diálogo. A declaração rebate líderes dos EUA que invocam a fé para justificar a guerra.
O Papa Leão XIV escreveu no X que “Deus não abençoa nenhum conflito”. Ele acrescentou: “Quem é discípulo de Cristo, o Príncipe da Paz, nunca está do lado daqueles que outrora empunharam a espada e hoje lançam bombas”. O pontífice argumentou que a força militar não pode alcançar a paz ou a liberdade, que surgem apenas da promoção da coexistência e do diálogo entre os povos. Ele não nomeou líderes específicos na postagem. As declarações seguem críticas anteriores de Leão. Ele havia chamado a recente ameaça do presidente Donald Trump de destruir a civilização iraniana de “verdadeiramente inaceitável” e alertou que o conflito no Oriente Médio está “apenas provocando mais ódio”. Durante uma missa de Domingo de Ramos, Leão disse a milhares de pessoas que Deus “não ouve as orações daqueles que fazem a guerra, mas as rejeita”. Autoridades dos EUA invocaram a religião em meio à guerra com o Irã, que teve um cessar-fogo temporário na terça-feira após seis semanas de combate. Trump, que se identifica como cristão, mas não católico, disse a repórteres na segunda-feira que acredita que Deus apoia a guerra “porque Deus é bom” e quer “ver as pessoas sendo cuidadas”. O Secretário de Defesa Pete Hegseth, também cristão, mas não católico, leu uma oração em um serviço no Pentágono pedindo violência contra os inimigos: “Que cada munição encontre seu alvo contra os inimigos da retidão e de nossa grande nação”.