O Partido Popular pediu ao juiz da Audiência Nacional, Santiago Pedraz, que intime a diretora-geral da Guardia Civil, Mercedes González, o diretor operacional adjunto, Manuel Llamas, e o ex-diretor Leonardo Marcos como investigados.
A acusação popular apresentada pelo PP alega que González manteve um relacionamento pessoal e frequente com Leire Díez, incluindo pelo menos três reuniões presenciais e contatos por mensagens instantâneas após assumir o cargo em 17 de setembro de 2024. De acordo com o documento, essas interações coincidem com medidas administrativas internas contra a Unidade Operativa Central da Guardia Civil.
O PP detalha marcos cronológicos a partir de maio de 2025, como mensagens de WhatsApp entre González e Díez nos dias 10 e 11 de maio, e uma reunião do DAO com o chefe da Chefatura de Armas, Explosivos e Segurança para investigar supostos vazamentos. O texto acrescenta que comandantes da UCO declararam que as ações de informação reservada contra a unidade foram excepcionais e constituíram tentativas de intimidação.
O PP argumenta que os fatos podem configurar crimes de prevaricação, obstrução da justiça e deslealdade profissional. González negou no Senado, em 16 de junho, ter participado de qualquer trama contra a UCO.