Quase metade das empresas alvo pagam resgates em meio a exigências crescentes, segundo dados de 2025. Governos, incluindo o do Reino Unido, estão avançando com proibições de pagamentos por órgãos do setor público e infraestruturas críticas. Especialistas debatem se tais proibições ajudam ou prejudicam os esforços de recuperação.
Uma pesquisa da Sophos mostra que quase 50 por cento das vítimas de ransomware pagam para recuperar o acesso, com as demandas médias aumentando. O número de vítimas globais confirmadas saltou 389 por cento em relação ao ano anterior, chegando a 7.831 em 2025.
O governo do Reino Unido está avançando com planos para proibir pagamentos por órgãos públicos, como o National Health Service, conselhos locais e escolas. Proibições estaduais semelhantes na Carolina do Norte e na Flórida, desde 2021 e 2022, não desencorajaram os ataques.
Especialistas observam que ferramentas de IA como o WormGPT reduziram os custos dos ataques e permitiram que hackers visassem múltiplas organizações de uma só vez. Alguns alertam que as proibições poderiam empurrar os criminosos para empresas privadas não regulamentadas e elevar os prêmios de seguro.
Outros enfatizam a gestão de exposição, a autenticação multifator e os controles de visibilidade sobre os sistemas como melhores defesas a longo prazo. Especialistas em recuperação afirmam que as decisões devem ponderar a sensibilidade dos dados e a viabilidade de alternativas em vez de regras gerais.