Um novo relatório mostra que defensores do meio ambiente e dos direitos indígenas permaneceram entre os ativistas de direitos humanos mais visados do mundo em 2025. Pelo menos 84 defensores ambientais foram mortos no ano passado em meio a uma violência generalizada contra ativistas.
A Front Line Defenders documentou pelo menos 358 defensores de direitos humanos mortos em 2025. Quase um quarto dessas mortes envolveu pessoas que protegiam a terra e o meio ambiente, com casos registrados no Brasil, Colômbia, Equador e outras nações.
O grupo sediado em Dublin também registrou quase 4.000 ataques não letais contra defensores de direitos humanos em 119 países. Isso incluiu vigilância, detenção arbitrária e campanhas de difamação, embora o número real seja provavelmente maior devido à subnotificação.
Um caso documentado envolveu Efraín Fueres, um líder comunitário equatoriano de 46 anos morto durante protestos contra políticas extrativistas. Vídeos mostraram o momento em que ele foi baleado e, em seguida, abordado por um veículo militar.
Tribunais internacionais reafirmaram o dever dos governos de proteger os defensores ambientais, citando seu papel na defesa dos direitos humanos e no enfrentamento das mudanças climáticas.