Uma atualização sobre a detenção em curso de Daria Egereva e Natalya Leongardt: as duas defensoras dos direitos indígenas russas, presas em dezembro sob acusações de terrorismo, tiveram sua prisão preventiva estendida no mês passado até pelo menos junho. Egereva, ativista climática Selkup, tinha presença confirmada no Fórum Permanente da ONU sobre Questões Indígenas em Nova York na próxima semana, mas agora enfrenta até 20 anos de prisão. O caso destaca a escalada da repressão contra defensores ambientais e de direitos humanos.
Egereva e Leongardt foram presas juntas em 17 de dezembro e acusadas de envolvimento em um grupo terrorista conectado ao seu trabalho com o Aborigen Forum, uma rede indígena informal encerrada pelas autoridades russas há dois anos — como detalhado em coberturas anteriores sobre a detenção de Egereva.
Uma decisão judicial no mês passado estendeu sua detenção até pelo menos junho, aumentando as preocupações, uma vez que Egereva atua como copresidente do Fórum Internacional de Povos Indígenas sobre Mudanças Climáticas. Leongardt liderou programas educacionais para povos indígenas e estagiou na sede da ONU em Genebra.
Na semana passada, relatores especiais da ONU, incluindo Mariana Katzarova, exigiram sua libertação, criticando o uso de leis antiterrorismo como arma contra defensores dos direitos humanos.
Laura Henry, professora do Bowdoin College que estuda a política russa, chamou as detenções de 'indicador de novas formas de repressão' que visam primeiramente ativistas indígenas, em meio ao esforço da Rússia pela extração de recursos em seus territórios.
Joan Carling, cofundadora da Indigenous Peoples Rights International, destacou a defesa de Egereva pelos direitos territoriais indígenas e pelo conhecimento tradicional em soluções climáticas. Colegas temem que a ausência de defensoras como Egereva reduza a representação de pequenos grupos, como os Selkup, em fóruns globais.