O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) rejeitou nesta segunda-feira o pedido de Oriol Junqueras, Jordi Turull e Jordi Sànchez para que a Grande Câmara revisasse a decisão de novembro de 2025 que manteve a prisão preventiva deles no âmbito do processo de independência da Catalunha. Um painel de cinco juízes negou a revisão, tornando a decisão definitiva e confirmando que não houve motivações políticas em suas prisões. O tribunal determinou que a Espanha não violou seus direitos políticos ou liberdade de expressão.
O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH), sediado em Estrasburgo, decidiu nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, não encaminhar o caso dos líderes independentistas Oriol Junqueras, Jordi Turull e Jordi Sànchez para a Grande Câmara. Esta decisão de um painel de cinco juízes torna definitiva a sentença de novembro de 2025, proferida por sete juízes por unanimidade, que rejeitou as alegações de violações de direitos políticos e liberdade de expressão durante a prisão preventiva deles após os eventos do processo catalão de 2017. Os requerentes argumentaram que a detenção, ordenada pelo juiz do Supremo Tribunal, Juan Pablo Llarena, após os protestos de 20 e 21 de setembro e o referendo de 1º de outubro, impediu a participação deles nas eleições regionais de dezembro de 2017 e visava silenciar sua atividade política. O TEDH concluiu que 'existiam meios legais e constitucionais para que expressassem as suas opiniões' e que as limitações foram 'proporcionais' dada a gravidade dos crimes contra a ordem constitucional. O tribunal observou que os partidos deles podiam lançar candidatos e nomeá-los para cargos apesar da prisão, refutando motivações políticas ocultas. 'Não é incompatível com a essência do seu direito de serem eleitos', declararam os juízes. A revisão pela Grande Câmara exige uma questão séria sob a Convenção Europeia, requisito não preenchido neste caso segundo o painel.