O volume de vendas do comércio varejista no Brasil aumentou 0,4% em janeiro de 2026 em relação a dezembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (11 de março). No acumulado de 12 meses, o crescimento foi de 1,6%. A pesquisa destaca avanços em setores como farmacêuticos e vestuário, mas quedas em equipamentos de escritório e combustíveis.
A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), iniciada em janeiro de 1995 pelo IBGE, monitora a receita bruta de revenda em empresas formais com 20 ou mais trabalhadores dedicadas ao comércio varejista. Os indicadores incluem faturamento real e nominal, pessoal ocupado e salários. Em janeiro de 2026, quatro das oito atividades pesquisadas registraram resultados positivos. Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria lideraram com alta de 2,6%, seguidos por tecidos, vestuário e calçados (1,8%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,3%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,4%).
Por outro lado, equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação caíram 9,3%, livros, jornais, revistas e papelaria diminuíram 1,8%, e combustíveis e lubrificantes recuaram 1,3%. A atividade de móveis e eletrodomésticos permaneceu estável, com variação nula.
O comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, avançou 0,9% em janeiro ante dezembro de 2025. Na comparação com janeiro de 2025, o crescimento foi de 1,1%, mas em 12 meses a variação foi nula. Veículos e motos, partes e peças subiram 2,8%, e material de construção aumentou 3,4%. No entanto, frente a janeiro de 2025, veículos e motos caíram 3,3%, material de construção recuou 2,3%, enquanto o atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo cresceu 2%.
O IBGE informou que o atacado de produtos alimentícios não é divulgado na comparação sazonal ajustada devido a insuficiência de meses para modelagem.